quarta-feira, 3 de junho de 2015

Amara Hurtado e Oficinas de TLL

Vimos há um tempo, uma divulgação das Oficinas de TLL realizadas pela Amara Furtado de Brasília. Nos chamou a atenção o seu trabalho com as caixas e um texto que ele publicou junto e que trás novos olhares sobre nossa arte, o que sempre nos encanta e nos enriquece. Assim trazemos aqui para multiplicar o encantamento e enriquecer outros olhares.

Formada pelas atrizes-bonequeiras Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta, As Caixeiras Cia. de Bonecas foi criada em 2007, em Brasília/ DF, com o objetivo de pesquisar o Teatro de Formas Animadas. Desde sua criação, a Cia. tem trabalhado com o Teatro Lambe-lambe, resultando em dois espetáculos: “Coisas de Mulher” e “Caixa de Mitos – Lendas do Brasil”, que já foram apresentados em Sintra/Portugal, Valparaíso/Chile, Rio de Janeiro, São Paulo, Cuiabá, Palmas, Goiânia, Brasília e outras outras diversas cidades do Brasil. (Fonte: http://www.achabrasilia.com/teatro-lambe-lambe/)

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"Penso que o Teatro Lambe-lambe é mesmo uma prática, dentro do Teatro de Animação, aberta a experimentações. O lugar do poema, do conto, da música, do cinema, da fotografia e da dança. Um laboratório portátil de poéticas a se descobrir.

Partir em direção a esse laboratório portátil é, também, olhar dentro do10984117_889224081151185_5049233131356353719_n caldeirão da bruxaria. Parte-se de uma caixa e de um viajante. Quanto às máquinas a que faz referência e seus nomes, a caixa pode ser alusão a algumas outras invenções, como o estereoscópio e a lanterna mágica, por exemplo. Para que esta máquina funcione basta que se olhe pelo lado de dentro, pelo lado de fora, para os que estão ao seu redor e que se ouça o que ela tem a dizer.
Muitas vezes um espetáculo de Teatro Lambe-lambe se inicia ao atrair o interesse do espectador. Ainda de longe, antes mesmo e se aproximar da caixa, a pessoa que passa percebe que naquela praça, naquele parque, ou no saguão de algum edifício, tem algo se passando diante de uma fila. Já nesse momento é que se escreve a história. Os atores que orbitam a caixa são, em muitos casos, a porção que dialoga com o que está em segredo e pode ser revelado.

11219140_889223121151281_716439551054960324_nOs atos de se aproximar, mergulhar, entrar, ouvir e observar, estão presentes na relação que se estabelece com esse teatro. Esse ato de mergulho é parte da ação do transeunte, potencialmente espectador. O espaço da rua conta também com uma variedade muito grande de itinerários por parte do espectador potencial."

(Texto de Roberto Gorgati -Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC)

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