quarta-feira, 29 de junho de 2011

Divulgando: “Delírios Eróticos de Anais Nin”

anais nin 010

A Cia Alma Livre estará re-estreando o seu espetáculo adulto na Maratona de Contos do Sesc em Joinvillle.
QUANDO: 02 e 03 de julho ás 20h
LOCAL: Teatro Sesc Joinville.
No elenco: Nicoli Pereira, Mery Petty

Texto, concepção e direção de Mery Petty e Nicoli Pereira

Coreografias de Marcos Marquesani

Figurinos de Gustavo Kreling e na técnica Fred Paiva.

Divulgando: Itajaí - abertas inscrições para oficina de teatro lambe-lambe

NOTÍCIAS QUENTINHAS - DIARINHO Online

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Divulgando: "La hormiga y el Rey Salomón" de Jaime Florentino (México)

 

la fourmi et le roi salomon 008

Novo trabalho de  Jaime Florentino do México

(O reflexo na foto foi liberdade poética nossa, ficou lindo não?)

Voy a estrenar algo en caja Lambe-lambe "La hormiga y el Rey Salomón" "la fourmi et le Roi Salomon" versión español y francés, es un pequeño cuento de Mauritania, que dura tres minutos, y es con títeres de sombras.

Jaime Florentino

domingo, 26 de junho de 2011

Divulgando: Dois Amores e um Bicho, montagem para o público adulto da Cia. Experimentus

Flyer - Dois Amores - Porto Cenico

Quando: 30 de Junho e 10. de Julho [quinta e sexta-feira] às 20h

Onde: Sede do Grupo Porto Cênico, Rua Benjamin Franklin Pereira, 287- Bairro São João - Itajaí

Quanto: R$ 20 [inteira] - R$ 10 [meia] - Ingressos no Local!

Informações: 47 9909 9341 - 3349 1187 - contato@experimentus.com.br

Cia. Experimentus: www.experimentus.com.br

Divulgando: Retiro de palhaço com Márcio Libar

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O Ospália realizará do dia 21 até o dia 24 de julho um retiro de palhaço com o palhaço, ator e diretor Marcio Libar (Rio de janeiro – RJ).

As inscrições estão abertas até o dia 27 de junho e restam poucas vagas.

Mais Informações pelo e-mail ospalia@gmail.com

Ospália - www.ospalia.blogspot.com

Caixeiros Viajantes: "Vicente o fotógrafo"

Vicente o fotografo

Lambe - lambeiros !

Os Caixeiros Viajantes, centro de estudos que pesquisa o Teatro lambe- lambe no Rio de Janeiro desde 2006, comunica que no próximo dia 9 de Julho será a estréia do espetáculo " Vicente, o fotógrafo" em homenagem aos fotógrafos de jardim, durante o evento Arte de Portas Abertas, no bairro carioca de Santa Teresa.

Estão todos convidados!

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Caixeiros Viajantes: "Vicente o fotógrafo" 

Cena : Susanita Freire

Bonecos e Cenário: Ana Deveza

Música: João Lobato Magalhães

Manipula: Lygia Higino e Susanita Freire

Teatro:  Caixa Lambe - lambe de madeira, presente de Denise Santos, lambe-lambeira de Salvador, Bahia

http://centroteatrodebonecosebiblioteca.blogspot.com

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cidades, ordem pública e livre acesso à cultura

 

Gente olha o movimento em torno das cidades vai se tornando forte.
Na verdade as cidades devem retornar para seu povo, os que gostam e cuidam do seu lugar. Lembrei de Hermes Perdigão que disse que proibiram ele numa praça com o Teatro Lambe-Lambe (em BH). Pode este teatro ser expulso da rua lá é a sua casa. Eles não sabem. Eles não sabem de muita coisa (os que expulsam).
Ismine Lima

***

Por Flavio Aniceto*

“Eu sou a rua e esta autoridade ninguém me negará”

Orestes Barbosa in: Samba

Em diversas cidades brasileiras temos visto ações de ordem pública, algumas espetaculosas, mas não efetivas. Em todo caso, são necessárias, e acreditamos que a população em princípio as enxerga positivamente: afinal quem não quer calçadas livres de vendedores ambulantes, estacionamentos irregulares, lojas e bares que estendem suas mercadorias e mesas até o meio-fio, sem falar nos problemas sociais ligados à população de rua?

Como o tema deste pequeno artigo não é a questão urbana no geral, mas o viés cultural, vamos ao fatos, dentro destas ações, assistimos um outro choque, este cultural: a repressão pura e simples ou as vezes velada aos artistas de rua. No Rio de Janeiro por exemplo, são muitos e diversos: desde os solitários (mímicos, cômicos, circenses, músicos solistas, etc.), até grupos que estética e politicamente escolhem a rua como palco (artistas cênicos, coletivos poéticos, a chamada “cultura de rua” em torno do hip-hop e muitos outros).

Na perspectiva de garantir a sobrevivência legal do trabalho destes, acreditamos que os mesmos deveriam agir em duas frentes: a busca da legitimidade – junto ao público, seja nas comunidades ou nos centros urbanos – o que é desafiador e complexo, dado que o público é irregular, passante, “infiel” – e a legalidade - amparando-se na legislação em vigor, mas também propondo alternativas e inserindo-se no processo de formulação de políticas públicas para a cultura.

A busca da legitimidade na ação nas ruas, espaços públicos, alternativos e comunidades

Grupos como o Projeto Boa Praça ( www.boapraca.art.br), para além da preocupação com o repertório, devem procurar ser também politicamente diferenciadores, fugindo de uma atuação nos moldes dos anos 60, a velha ideia de “levar cultura a...”. Ao contrário, como grupos contemporâneos e alternativos, devem se inserir no contexto atual de “fazer junto com”, incentivando a procura e construção da cidadania cultural.

A ação do Boa Praça, neste sentido é exemplar, uma vez que mesmo tendo a rua como palco, realiza uma ocupação cultural de um mesmo espaço ao longo do ano, fidelizando o público, mas também ativando culturalmente o mesmo. Na Tijuca a ação na praça vizinha ao Teatro Ziembinski teve importância cultural e também como provocador de serviços urbanos, melhorando a iluminação, a ambiência e a circulação no local e gerando um outro projeto com novos grupos, o Zimba na Praça. Na Quinta da Boa Vista, também foram estimuladas – após a passagem do projeto – a apresentação de outros artistas e grupos culturais.

É preciso inserir o público como agente cultural, não sendo só passivo e abrindo a possibilidade de que sendo também um criador, este defenda o processo legítimo da rua como palco e espaço cultural, diferenciando-se ainda de outras ações-alvo da ideia de limpeza urbana que está presente em diversas cidades - e reafirmamos acreditar - com apoio da população, até por serem justas em determinados casos/contextos.

O sujeito não pode ser um mero espectador, ao contrário a ação cultural em seu local – de moradia ou circulação, quando o palco são as praças e os logradouros nas periferias do centro da cidades, e nas áreas centrais dos distritos e bairros – objetiva dotar este morador/público/agente das mesmas experiências existentes nas áreas privilegiadas. Como fazer isto? As soluções podem ser apresentadas pelos próprios grupos, aqui apenas pontuamos algumas provocações.

Marta Porto, atual titula da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, na mesma linha que apresentamos acima, afirma que existe uma distinção entre os movimentos culturais dos anos 60 – CPC da UNE, outros – e os dos anos 90 – periferias, grupos emergentes juvenis, etc., quanto ao protagonismo da população periférica ou não artista profissional – antes tida como mera receptora. Mas, chama a atenção que a absorção das práticas da periferia não pode correr o risco de promover novas desigualdades nos seios destas comunidades, se for se priorizar só os protagonistas destas ações, novos emergentes sociais e culturais e não toda a comunidade[1]. Este é um que fato observamos em diversos grupos culturais hegemônicos nas comunidades e bairros periféricos do Rio e Grande Rio.

A estratégia de legitimação é política, assim como a esfera legal, que apresentaremos em seguida. Mas antes fazemos um pequeno comentário sobre as políticas urbanas atuais, tomando como base Lilian Feller Vaz[2].

Vimos nos anos 80/90 a mercantilização e a espetacularização das cidades e das culturas (capitais européias da cultura, grandes festivais e exposições circulando nas cidades mundo afora, etc.). Neste “Planejamento culturalizado”, os projetos menos ambiciosos são descartados, ao passo que os mais espetaculares são priorizados (alguma semelhança com o que vimos no Rio de Janeiro?). Infelizmente é um modelo que atinge administradores de todas as posições políticas – mesmo as gestões progressistas e de esquerda encantam-se com esta lógica, de olho nos benefícios que podem ser gerados para os seus munícipes.

Neste contexto, aparecem ainda a “shoppinzação” e “disneyficação” (em alusão aos empreendimentos culturais do grupo Walt Disney) das cidades, além de uma estetização dos espaços públicos, e para isto, são necessárias as chamadas operações de “limpeza”. Consequentemente pode ocorrer uma expulsão – mesmo involuntária ou não formal - da população moradora devido a valorização destes espaços (seriam estes os casos da Lapa e “antigo” Rio Antigo?), pois os velhos moradores não conseguem se sustentar, sobreviver e consumir neste novo contexto. Para comprovar isto bastaríamos olhar os preços de alimentação e imóveis no Rio Antigo e entorno. Criam-se novos guetos e mais desigualdade.

Netas políticas as cidades são vendidas como imagem – produtos turísticos – esvaziando-se as culturas locais, privilegiando-se o “exterior”. Só parte da cidade vale, a lucrativa, o resto não. Podemos observar os mapas municipais como mapas da exclusão cultural sem susto. Mesmo sabendo que a cultura é produzida em toda a cidade, só uma perspectiva é considerada.

É a negação do acesso à cultura. Quanto maior for a espetacularização da cidade, menor é a participação da sociedade, população e culturas ditas populares. Na cidade-espetáculo o cidadão é um figurante. E é este quadro que acreditamos ser necessário mudar, as ações-guerrilheiras de grupos como o Boa Praça, Tá na Rua, Teatro do Oprimido – só para citar, são alternativas para uma outra culturalização das cidades, desta vez pelo viés democrático. A Participação da população – e colocamos estes artistas de rua neste rol - é um antídoto à sociedade do espetáculo na conhecida formulação de Guy Debord.

Finalmente chegamos a ideia da Legalidade, buscando formas de instrumentalizar os artistas para a sua lida diária, não ficando reféns dos administradores gerais ou locais, guarda- municipais, policiais, donos informais do pedaço como traficantes de drogas e milicianos, pastores evangélicos, etc.

No nível federal, merece destaque o PL 1096/2011 de autoria do Deputado Vicente Cândido PT/SP, em tramitação e que regulamenta as manifestações culturais de rua, ancorado-se na Constituição Federal, em seus artigos 5º (liberdade de associação, expressão, artística, científica, comunicação, etc.), 215º (direitos culturais, acesso às fontes culturais, difusão e Plano Nacional de Cultura) e 216º (dos patrimônios culturais do Brasil).

E no Plano Nacional de Cultura, acreditamos que os grupos devem tentar incidir no momento que ora se inicia, a fase de definição das metas. Observamos que no Capítulo III que trata do Acesso à Cultura, anteriormente estava explícito no item 2.14 deste “Fomentar os circuitos artísticos e culturais de rua, com destaque para o teatro e a dança”, já no texto final, aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo então presidente Lula – salvo engano – não vimos esta citação. Não só por este fato os artistas e grupos de rua devem participar da elaboração dos planos setoriais de cultura, especialmente em Artes Cênicas: Teatro, Circo e Dança e Música.

Nos níveis estaduais e municipais, é necessário buscar legislações similares ao PL 1096/2011, no município do Rio tramita o PL 931/2011 (Vereador Reimont PT/RJ) que “Dispõe sobre a apresentação de artistas de rua nos logradouros públicos...” e retomamos a recomendação de participação nos Planos Municipais de Cultura. É preciso não restringir a participação ao nível das políticas culturais, ampliando o raio para os Planos Diretores Municipais, assim como estudar a necessidade de mudanças nos Códigos de Posturas Municipais e em outras legislações urbanísticas específicas e pertinentes, mas evidentemente não como ato isolado dos artistas e grupos culturais das ruas, mas em conjunto com outros segmentos culturais.

“Eu amo a rua. Este sentimento de natureza todo íntima não seria vos revelado por mim, se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é compartilhado por vós” João do Rio in: “A alma encantadora das ruas”

*Flavio Aniceto é produtor cultural e cientista social flavioaniceto@gmail.com

[1] PORTO, Marta: Brasil em tempos de cultura: cena política e visibilidade http://www.oei.es/pensariberoamerica/ric08a08.htm acessado em 12/06/11

[2] VAZ, Lilian Fessler: Regeneração cultural em cidades do terceiro mundo. Mimeo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Festival Internacional de Teatro e Arte de Rua de Valladolid, um sucesso. Agora rumo a 2012!

Oi gente!

Acabamos de chegar da Espanha foi muito bom e bonito o festival, nos sentimos igual a parafusos naquela engrenagem.
A produtora esta pedindo propostas de trabalhos dos grupos de teatro lambe-lambe, enviem suas propostas!
Torcemos por vocês.

***

Aos títeriteiros do teatro lambe-lambe!

Estamos preparando já o material para o ano que vem. Precisamos de informações de novos espetáculos super urgente, seria pra ontem!! Necessitamos principalmente vídeos. Mandem o quanto antes melhor!

Contato: Tulani

Favelacult
C/ Nicasio Peréz, nº 18, 1º Izq.
Valladolid/ España
www.favelacultespana.blogspot.com
Email: favelacult@gmail.com