domingo, 13 de dezembro de 2009

Um encontro!

Gostaria de colocar aqui uma homenagem a esse grupo maravilhoso, Anjos da Noite e ao Dio Adhelino por esse emocionante relato de nosso encontro.

Ismine

Texto original publicado no Blog: http://blogdoelenco.blogspot.com
Endereço da postagem: http://blogdoelenco.blogspot.com/2008_05_01_archive.html



"terça-feira, 20 de maio de 2008

Teatro Lambe lambe

por Dio Adhelino


Participei de um Congresso de Teatro em uma cidade não muito longe da minha, e numa praça perto de onde eu estava hospedado avistei uma caixinha, pequena porém, chamava muito a minha atenção, por ser uma caixinha fechada, não tinha como saber o que tinha lá dentro, será um tipo novo de teatro, pensei, a fila era imensa, esperei, esperei, a minha ansiedade de conhecer aquela arte maravilhosa era tanta que parecia que a fila não andava. Esperei alguns minutos, então chegou a minha vez, sem saber o que iria encontrar dentro daquela caixinha misteriosa comecei a perguntar-me o por quê de tanta curiosidade, o que me levara àquele fascínio pelo desconhecido. Coloquei o meu rosto em uma viseira a penumbra era grande, eu já estava pálido pois não sabia o que me esperava.
De repente as luzes se acendem o espetáculo começa...
- Senhoras e senhores...
O mundo era só meu, como se eu entrasse em um sonho onde eu podia sentir, olhar e respirar o momento... Então o caixeiro me chama e fala que terminou.
-Não! Espere o meu mundo estava lá dentro o meu sonho era lá... o meu sonho...
Levantei-me dei um abraço no caixeiro e fui embora, aquele momento não saia de minha cabeça. Um espetáculo só meu, alguém fazendo algo só para mim. É como se uma pessoa resolvesse fazer uma homenagem para você, só para você.
Procurei então quem tinha criado aquela arte magnífica... Procurei, procurei e só alguns meses depois eu achei. Foi no Brasil, meus olhos se encheram de lágrimas ao saber que aquela arte tão linda era minha conterrânea.
Teatro Lambe lambe criado na Bahia em 1989 por Denise Santos e Ismine Lima. Neste momento eu pensei:
- Se esta arte foi criada em 1989, elas ainda estão vivas, já que a maioria dos criadores já estão mortos. A procura foi ainda maior, perguntei para amigos, colegas de trabalho, até encontrar caixeiros, como aquele que encontrei naquele dia mágico, naquela praça. Conversando, fiquei mais interessado naquela arte, então criei a minha caixinha, estava entusiasmado, fui à uma praça, pois queria ser igual aquela caixinha que vi pela primeira vez. Um perguntava:
- O que é isso? É pra tirar fotos?
- Não é um realejo! Dizia o outro.
- Vocês estão locos! Isto é uma caixa de mágicas. Afirmava o terceiro.
E eu orgulhosamente dizia:
- Isto é teatro.
Quem assistia saía com os olhos brilhando. E eu quando guardei a caixa, sai com a certeza de ter feito algumas pessoas sonharem, pelo menos alguns minutos.
Tempos depois de já estar trabalhando com a caixinha eu fui convidado para participar de um encontro, onde só estavam pessoas que trabalhavam com a arte da caixinha. Estava muito feliz, quando recebi a notícia que as criadoras estariam lá. Naquela noite eu nem dormi direito, pensando procurei tanto, até que vou conseguir conversar e saber o que levou elas a criarem aquela arte maravilhosa.
No dia do encontro, estava eu com minha caixinha apresentando, quando me deparei com uma senhora que assistiu o meu espetáculo, bateu palmas e me chamou. Fiquei meio sem graça, pois na fila tinha muita gente para fazer sonhar. Ela disse:
- Venha cá, vou dizer uma coisa a você, e quero que você leve para o resto da vida. Esta arte foi criada para os escolhidos, e você é um dos escolhidos. Na hora achei estranho, abracei aquela senhora e perguntei o seu nome, e ela me respondeu:
- Denise Santos, eu vim participar da mostra.
Naquela hora eu vibrei de alegria, pois eu estava na frente da criadora daquela arte maravilhosa, então quase sem palavras perguntei:
- E quem é Ismine?
Ela falou está ali montando o seu espetáculo.
Abracei as duas, falei o que estava sentindo por conhecê-las, e até hoje somos mais que colegas de caixinha, somos verdadeiros amigos.
E assim foi o início da minha história com o Teatro Lambe lambe."

sábado, 28 de novembro de 2009

Ser artista por Vasco Aguzzoli

Publico aqui um texto do meu amigo Vasco sobre ser artista.

***
Artista que não contribui com o Bum genético da humanidade, que não vai além do Ponto de mutação, deve considerar seu papel e função, sendo humilde para colaborar, com sua habilidade manual e aprimora-la ao máximo, obediente ao louco que sabe por onde devem ir suas mãos e o conjunto de sua atuação para atingir o objetivo final, cujas palmas são só o reconhecimento do público alvo da sua impossibilidade de  ir além sem considerar o que foi posto pela obra de arte, uma vês vista, percebida, sentida.
 
Não é um privilégio ser artista.

É uma condição dada que exige muita responsabilidade e cobra caro por desvios de qualquer natureza da sua ética fundamental, que se difere de qualquer ética estabelecida, pois que não se estabelece no tempo.

A arte para ser arte é atemporal.

Só este detalhe da sua natureza já é o bastante para quem não a compreende no minimo respeitar e reverenciar.

Depois vem o espaço e as infinitas possibilidades de expansão de seu território a partir de um minusculo buraquinho de luz e sombra, que abre a imaginação em 3 minutos para o infinito e poderia ser apenas uma fotografia... em segundos o olho do fotografo artista capta e fixa uma imagem viva e mutante, que ao se revelar transcende tempo e espaço.

Para a amiga Ismine

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tempo

Quanto tempo
Preocupada com o tempo
Parece que ele sumiu
Virou fumaça
Que o vento leva
Traz de volta mais leve ainda
Volta doido
Aquele da saudade

O tempo tem pressa
É avexado, sempre suspeito
Ataca o coração
Pressão alta

Na estação quente
Muita variação

Estação quente
Estação fria
Estação delirante
Estação esfoliante

Só pedindo a este
"Senhor Poderoso"
Me dê tempo
Um tempo de paz
Pra poder ter uma paixão
e ter todo o tempo do mundo

O tempo da paixão
Este sim, é o poderoso

Hoje, Ismine Lima

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Aos Viajantes

Mais um grupo de Lambeiros, Sérgio e Marta, partiram para Charlevile Mezierre.
Foram prestigiar o famoso festival com os espetáculos Crypta e Alla Scala Ridotta
Na bagagem as caixas inspiradas no Lambe-Lambe.
O PAPUM é um grupo importante de Florianopolis, um casal de bonequeiros ele dentista e ela cantora....lindos apostam no teatro de bonecos como alternativa de vida.

O Festival Mondial Des Théatres de Marionnettes acontece de 18 a 27 de setembro.
mais informações: http://www.festival-marionnette.com/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Teatro de Lambe-Lambe em importante Festival na França

Caixas de Teatro Lambe-Lambe

Teatro lambe-lambe participa de Festival de Teatro de Bonecos na França, no Festival de Charleville Mezierre noticia enviada por Susaninta, representante brasileira na Unima da America Latina:

Le théâtre Lambe-Lambe fut créé dans la province de Bahia au Brésil en 1989 par Denise Santos et Ismine Lima. Il s'agit de courtes histoires jouées dans de petites boîtes noires pour spectateur unique.
Auteurs / manipulateurs : « Noviazgo en el cementerio » : Luciano Bugmann - « Afuera » : Camila Landon Vio - « Swing » : Valeria Correa

terça-feira, 28 de julho de 2009

Teatro Lambe-Lambe

"A última grande invenção do teatro de animação no mundo"

Álvaro Apocalypse

LAMBE-LAMBE

O menor teatro do mundo

Lambe-lambe é o nome popular dado aos fotógrafos de rua que trabalhavam em praças de várias cidades do Brasil, devido à antiga e peculiar maneira deles utilizarem o meio de revelação dos negativos, lambendo-os. Esta prática foi abolida no século passado, mas ainda permanece vivo em nossos dias por muitos desses profissionais.

O "teatro", onde a peça é encenada, é um processo muito semelhante às câmeras usadas pelos fotógrafos Lambe-lambe em seu trabalho. O que consiste em uma caixa preta parcialmente coberta por um pedaço de pano preto, sob a qual o espectador (um pessoa a cada apresentação) é
colocado em frente à caixa para assistir ao espetáculo.

Mantendo-se atrás do cenário, o manipulador veste suas luvas e através de aberturas laterais na caixa manipula os bonecos que contracenam na peça. A iluminação é provida de uma lâmpada ou luz natural, lançada sobre a cena através de uma outra abertura no topo da caixa. O som é adicionado única e exclusivamente pelo talento e voz do artista manipulador.

*Texto publicado no folder sobre o Lambe-Lambe

TEATRO DE LAMBE-LAMBE

O Teatro de Lambe-lambe disseminou-se pelo mundo afora e constitui-se em uma modalidade de teatro de animação.

Brincar é a essência e a fórmula do teatro. O drama salta na solidão da alma quando encontra o brinquedo. Brincando, o "eu" se purifica e encontra o outro. Quando esta relação se estabelece e pode ser repetida, o publico é chamado para participar. Nasce o teatro, o espaço para o olhar.

Ismine Lima

domingo, 5 de julho de 2009

Primórdios do Lambe-lambe

Carta aos caixeiros viajantes, lambe-lambeiros, lambe-lambistas... etc. Os primórdios do lambe-lambe, assim foi seu nascimento.

Tinha uma amiga que fazia um parto na sala, na mesa do professor.

Um dia, eu disse, não faria um parto devassado, parto requer uma intimidade e então surgiu a caixa do teatro lambe-lambe que abrigou A DANÇA DO PARTO.

Tinha também um casal que ela ensinava a usar a camisinha e isto foi transformado no IMPÉRIO DOS SENTIDOS, conhecia este filme, virou uma peça para Teatro lambe-lambe. Mas existe também uma outra razão de ser do teatro lambe-lambe que a questão financeira do teatro de rua... não concordo com o chapéu, acho que o teatro tem ter um preço estabelecido a caixa é um teatro independente, volante, andarilho e deve ser cobrado, tem até um porteiro, bem vestido, que deve ser um ator performático. Porque senão nunca o teatro evolui.

A outra questão básica que se constitui numa trilogia, o tripé deste teatro, é a profunda intimidade que ator manipulador do teatro lambe-lambe estabelece com o publico, é algo visceral. É neste momento que se compreende a força que o boneco tem e o domínio que você pode ter sobre esta audiência. Reside ai a força e o perigo do teatro de bonecos.

Ariel Bufano, o grande bonequeiro argentino dizia, o bonequeiro (ele falava titeriteiro) tem que ter uma consciência dos deuses, senão ele manipula pra qualquer coisa e o teatro de bonecos tem quer servir pra dizer algo que deve ser dito, que precisa ser dito é um grito de dor, de alegria e morte.

Fazer uma peça para o Teatro lambe-lambe é como encontrar uma pérola no fundo do mar.

É um Ray Kay em imagens.

Dei nome a DANÇA DO PARTO e AO IMPÉRIO DOS SENTI DOS e tenho seguido por ai por esta linha, fiz o Palhaço e a Bailarina, cuja síntese é o Palhaço e as Intimidades com as coisas "secretas de uma bailarina". Fiz O Quarto de Van Gogh Revisitado e neste momento tenho trabalhado com a "Caixinha de Música Quebrada" baseada numa peça musical de Villa Lobos.

Ismine Lima.

sábado, 4 de julho de 2009

O Teatro de Bonecos

O Teatro de bonecos é incomparavelmente mais marcante e indelével do que o teatro de atores.

Atores se eternizam quando conseguem se aproximar do trabalho de ator de um boneco.

O maior exemplo que temos na história do teatro/cinema é Charlie Chaplin. O que ficou dele em nossa memória, juntando todas as imagens de todas as suas apresentações, nos nossos istmos de memória ( em quem não é cinéfilo) é a imagem de um boneco animado.

Teatro de Lambe Lambe

Vamos imaginar estas palavras que compõe o título desta modalidade de realizar a arte do teatro.
Lambe - Lambe... Olha -Olha, dentro de uma caixa escura, um quarto escuro, uma câmara escura. O lugar da intimidade do mistério, que gera imagens reveladoras das fantasias mais pueris e as mais cavernosas. Lambe, lambe, olha, olha, real, imaginário, lugar onde penso mentiras no silencio da minha solidão e finjo não saber que alguém esta vendo minhas verdades. Recanto onde me recolho para lamber as minhas feridas.

Lugar onde vamos além das dúvidas
Somos algo mais do que este corpo que vemos
Que tocamos.

Apaga-se a luz do quarto
vive-se o prenuncio de um sonho que se revelará à consciência, ou não. Revelando-se ou não, sabe-se.
Estando vivos, estaremos sem acesso à mente desperta, que nos faz conscientes da forma superficial e conhecida, alienada e mecanizada.

Não vivemos, quando acordados, dizendo a nós mesmos: Olha a minha imagem, como ela é, que interessante, eu existo, me movimento, sou um ser de extrema complexidade....não dizemos isso a nós mesmos ao olharmos-nos no espelho.
Mas quando entramos em nosso quarto para dormir,
Sabemos, que o mundo para onde vamos
não esta conformado, confinado às mesmas leis da luz solar,
mas “vemos coisas” em nossos sonhos
percebemos nuances de luz e muitas vezes,
várias cores...

Mecanicamente falando, a caixa de teatro de Lambe-Lambe,
reproduz este clímax,
este ambiente misterioso do sonho.
É a caixa mágica onde se guarda e preserva a memória de um sonho. Mas também é uma arapuca,
onde todos os atores tem seu papel e função,
inclusive a própria caixa...

...Quando olhamos para dentro de uma caixa de teatro de Lambe-Lambe, que é igual às caixas de fotografia de Lambe-Lambe,
mas o objeto da foto,
o sujeito que recebera o serviço de ser fotografado,
cuja maquina de fotografia é a caixa,
o Cliente,
fica no lugar do fotografo,
ele se cobre com um pano escuro e vai olhar dentro daquele
“laboratório de sonhos”
onde ainda podemos registrar outra inversão:
“O sonho é que se prepara para receber o sonhador.
Então o Cliente, o sonhador
estará surpreendendo o sonho,
que se revela,
que tenta se repetir na eternidade do intervalo (tempo cronológico de duração da peça) de 1 a 4 minutos.

A grande virtuosidade,
Digamos; a grande arte-ciência da caixa escura do teatro de Lambe-Lambe é dramatizar e fazer submergir os sentimentos e sensações
do mundo dos sonhos.

Acreditamos que esta arte-ciência esteja apenas engatinhando nas suas imensas possibilidades, as imensas e importantes possibilidades de operar artesanalmente, na relação direta e sensitiva dos atores manipuladores, escultores, cenaristas, terapeutas artistas, arte terapeutas, arte psicanalistas no trato com as questões que perturbam e engrandecem, e enaltecem o ser humano, colocando-o diante de si e da sua imensa ordem de complexidade com a vida, com o meio anímico, simbólico.

Note-se que não é necessário ninguém conhecer ninguém, apenas os olhos irão se reconhecer no instante único e irrepetível do lambe-lambe olho no olho...e um dos dois não se sabe sendo olhado diretamente pelo “fotografo” dos sonhos,
que sabe-se olhado através do sonho criado
que se contamina com o sujeito que olha o sonho e este com o sujeito que cria o sonho
que será revelado.
E apesar se sempre “igual”
sempre revelará suas diferenças e nunca se tornara monótono.
É comum, é igual e é único ao mesmo tempo o que nos remete
à princípios de evolução social, de amadurecimento psicológico, de sutilização e apuração de sentidos, de critérios de avaliação de si.
Esta claro que estamos nos remetendo a uma visão de futuro da proposta, onde devera ser agregado o fator premente do seu status nascendi, bem definido por uma de suas criadoras,

Ismine Lima.

Ismine insiste - Intuição - a intuição de uma educadora,
mãe criadora,
espírito que ao se libertar liberta,
arrasta quem estiver no caminho.

Ela lembra que o teatro de lambe lambe,
nasceu da necessidade de se criar ambientes íntimos, para revelar conteúdos intimistas, como parir, como seduzir, sexualizar, masturbar-se, escrever poesias, versos de amor, contar dinheiro escondido, planejar assassinatos, dormir, pensar coisas que nos envergonham, fantasias que nos excitam e escandalizam,
simplesmente estar sós conosco mesmos,
pintar um quadro doloroso, silencioso,
planejar, roubar, pegar coisas dos outros,
ler diários secretos,
meter o dedo em determinados lugares,
olhar as pernas da tia por baixo da mesa.
Maltratar animais e pessoas mais frágeis.

Vasco, e Ismine.....entre-vistas, por Solange Valladão

Inspirados na obra de Ismine Lima


domingo, 28 de junho de 2009

Montagem do Quarto de Van Gogh, revisitado

Montando o teatro para encenar o quarto de van Gogh – revisitado

Fazendo revisão de detalhes do cenário, para uma apresentação

Revisão interna, na caixa, do ponto de vista do publico

Teatro Lambe-Lambe, OK para uma primeira apresentação

O teatro Lambe-Lambe visto por trás.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Filosofia do amor

As paixões passam
E as canções ficam
O amor é a melhor
filosofia pode ser visto
Num bar, numa esquina
qualquer numa igreja
de porta aberta
pode até bater na porta
Um dia chega
de barco ou de avião
E a vida muda
com o amor
E tudo em volta
Fica deserto e fértil
uma inundação
de águas calmas e doces
Outras horas um oceano
de turbulência e dor
Quando não tem mais solução
O amor vai
A saudade fica
A saudade vai
Fica a canção
Fica a canção
Para alentar o coração

Ismine Lima

Uma parceria com Zeca Baleiro

**

Vi uma entrevista do Baleiro, Zeca, onde ele dizia que as paixões passam e as canções ficam, o amor é a melhor filosofia. Ele falava a proposito das canções românticas que ele fazia. Eu ouvi e dissse isto dar uma canção e fiz.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Minha identidade afro-sambista!



Samba:

Apaga o fogo, Mané! de Adoniran Barbosa

A Inês saiu dizendo que ia comprá um pavio pro lampião

Pode me esperá, Mané eu ja volto já
Acendi o fogão botei água pra esquentá e sai no portão só pra ver a Inês chegar
Anoiteceu e ela não voltou, fui pra a rua feito um louco pra saber o que aconteceu
Procurei na Central, procurei no Hospital e no xadrez

Andei a cidade inteira, mas não encotrei Inês, voltei pra casa, triste demais

O que a Inês fez não se faz

E no chão bem perto do fogão

Encontrei um papel escrito assim
Pode apagar o fogo, Mané, eu não volto mais.
Pode apagar o fogo, Mané, eu não volto mais.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Brincadeira de Carnaval

Esta é minha fantasia de identidade afro.

É o meu sonho de cabelo.

Esta identidade vai fazer parte da minha vida.

O milagre do cabelo.

Até uma peruca pode trazer um pouco mais de alegria.

Eu queria inventar uma alegria.

Minha horta e a compostagem

A horta da casa azul é um início de um projeto de teatro sustentável.

A casa já tem quatro biodigestores, uma pequena plantação de couve, 3 pés de feijão, alguns de abóbora, 03 de quiabo, tomate a vontade e mamão.

Qualidade de vida com sustentabilidade.

O feijão já está produzindo, resultaram em 03 almoços, ou seja, 07 vagens é uma porção de feijão que dá pra uma pessoa comer.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Série: Depoimentos

Vamos a uma apresentação:

Eu sou trezentos e sessenta e cinco. (1)

Não cheguei a um inteiro, nem a uma metade.

Mas, nesta altura da vida só tenho uma certeza, amar é a unica coisa que verdadeiramente tem importancia porém, é preciso saber o que se ama, o amor não pode ser difuso, há de ter uma claridade para ter substância.

A reciprocidade essa parte do amor pode ser, ou pode não existir.

Fica fora do domínio da capacidade do amor.

O amor é indepedente.

Você ama e pronto.

Ficar só pra mim me deixa desamparada, atravessada pela vida.

Dos conhecimentos que adquiri neste percurso são valiosos, me possibilitam algum poder disto não posso negar.

Mas não servem para nada quando a vida fica um elevador escuro que sobe e desce.

Só o amor salva.... é quase religioso... lava a alma.

É o que posso dizer de de mim.

Ismine Lima



(1) Estou parafraseando Mario de Andrade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amigos em ensaio fotográfico

Vestido preto, é parte integrante da caixa, do teatro lambe-lambe e a capa preta, veste o porteiro do teatro lambe-lambe

Uma prova da vitalidade do ponto de vista visual do vestido preto, que já existe desde 1991

Acreditamos num futuro que vem do sol e do azul do mar...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Apresentação do Quarto de Van Gogh

Terminei a montagem da caixa vou trocar de roupa para começar a função.

A espectativa para assistir o espetáculo

Se não tiver a coluna no lugar, reta dica dificil trabalhar com a caixa

A energia que move o boneco vão pelas mãos.
Mas começa pelo pés.

O sorriso do Diego, meu vizinho, quando saiu do Lambe-Lambe.